GENI JOGA PEDRA!
Desde criança a mulher enfrenta aquela dissimulada agressão: Descarados provérbios maldosos,duros, naquele tom brincalhão. Joga Pedra na Geni! E na dureza do escárnio, o amor-próprio se parte... Deverás, quantas pedradas! Dava para construir uma fortaleza. E Deu. Sobrou. Com tantas pedradas dá até para retribuir. Então, que venham as pedradas da Geni.
4.1.07
26.12.06
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
Seja negar a minha
Identidade. eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio.
Ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anuncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
(Carlos Drummond de Andrade, 1984)
19.11.06
Coitadas das que não ficarão tão lindas quanto a Gisele Bündchen enfiando o dedo na garganta para vomitar, das que se mutilam e se entregam ao definhamento ou simplesmente usam o mesmo creme que ela usa na propaganda, esperando obter alívio da opressão estética. Como se auto-estima e amor próprio viesse em postes plásticos. Quantas mulheres sonham um dia serem como as top model's: desejadas e reverenciadas pelas “cortes” masculinas e conquistarem um lugar no mundo . Mesmo que tornar-se aquilo que os homens mais apreciam signifique preencher o sinistro sarcófago da anorexia , assim mesmo muitas mulheres quotidianamente se empenham em satisfazer as fantasias e os ideais machistas. A princípio as maiores e melhores oportunidades serão creditadas às belas, às magra, às bem vestidas e às sedutoras. Isso é tão forte na mente das pessoas que, aparentemente, todas as escolhas e fatos da vida feminina convergem para um aprisionamento nessa “imagem tirânica”.
É o império da Estética da Limitação e da violência contra o corpo. Da violência que coloni-za mentes, corações e territórios.
23.9.06
SELF SERVICE

as pernas, as bundas
as ricas, as putas
as filhas das santas
letradas, peitudas
alunas da puc
solteiras, taradas
mulheres pudicas
peludas, escravas
as boas de cama
mucamas, mineiras
as freiras da Itália
escocesas, peladas
meninas de estrada
as bem mal-amadas
aquelas que sempre dizem te amo
e mais nada...

precisa logo de macho;
se é nervosinha a casada
só pode ser mal transada;
viúva cheia de enfado
tem saudade do finado;
puta metida a valente
quer cafetão que a esquente.
Mulher não vive sem homem.
Mulher não vive sem homem.
A prova mais certa disto
é que até as castas freiras
são as esposas... de Cristo.
Tal regra é tão extremista
que não contém exceção:
quem sai dela é feminista,
fria, velha ou sapatão"
E pelas bagagens dos preconceitos adquiridos
que chega-se a tanta conclusão.
22.9.06
GRACINHAS DE HOMENS...
Manifesto Masculinista
"... como ficamos nós, que não somos mulheres, nem homosexuais, nem bi, e rejeitamos o modelo machista que nos é imposto desde criancinhas como a marca da masculinidade? A resposta está no masculinismo – uma movimentação crítico-autocrítica, reivindicativa, desfrutativa, solidarista e convivencial."
Sabendo que de carta de princípio e discursos generosos a humanidade já está de sacos e ovários repletíssimos, colocamos os dedos nas feridas através de um manifesto e proclamamos, indicativamente, o que rejeitamos e pretendemos transformar para viver melhor.
2. COMEÇO DE PENETRAÇÃO MMN - Movimentação Masculina Nordestina. Símbolo: um cacto ereto ou em repouso.
Observação: um cacto sem espinhos.
- contra o terror machista.
– contra a ditadura clitoriana.
– contra o homossexualismo autoritário.
– pela reconciliação do espermatozóide com o óvulo.
Renunciamos a todas as prerrogativas do poder machista. Que omem seja escrito sem "H".
Não nos consideramos superiores nem inferiores às mulheres, aos homosexuais e aos bi: somos diferentes e iguais.
Rejeitamos todos os modelos pré-fabricados de sexualidade, caretosos ou vanguardeiros, partindo de três princípios:
1) carência não se inventa;
2) receita, somente de bolo;
3) vanguarda também é massa.
Somos solidários com qualquer saída (ou entrada) sexual que a humanidade venha a inventar e curtir, desde que não haja imposição e violência.
3. APROFUNDANDO A ENTRADA
– Abaixo o guarda-chuva preto. Não somos urubus.
– Abaixo as exigências do paletó e da gravata.
– Contra o relógio bolachão.
– Pelo direito de mijar sentado.
– Pelo respeito ao pudor masculino: mictórios privativos.
– Pelo amparo aos pais solteiros e abandonados pelas mulheres amadas desalmadas: creches nos bares.
– Queremos pensão por viuvez, auxílio-alimentação e licença-paternidade. Não amamentamos, mas podemos trocar fraldinha.
– Pela liberação da lágrima masculina.
– Contra o fechamento do mercado de trabalho aos homens: queremos ser secretários, telefonistas, babás, etc.
– Não queremos ser "chefes" de família nem regentes sexuais. Igualdade fora e em cima da cama.
– Queremos trepar mais por baixo.
– Queremos ser tirados pra dançar.
– Queremos ser cantados e comidos.
– Pelo nosso direito de dizer não sem grilos nem questionamentos da nossa masculinidade.
– Pelo direito de brochar sem explicação. Mulher também brocha. Aquele ou aquela que nunca brochou que atire a primeira pedra.
– Abaixo a máscara da fortaleza masculina. Queremos ter o direito de assumir nossas fragilidades.
– Abaixo o complexo de corno. Por que mulher não é corna? Fidelidade ou infidelidade recíproca.
– Cavalheirismo é cansativo e custoso. Delicadeza é unissex. Que seja extinto o cavalheirismo ou se instaure, também, o damismo.
– Queremos receber flores.
– Exigimos a modificação do Pai Nosso:
a) Pai e Mãe nossos que estais no céu...;
b) bendito seja o fruto do vosso ventre, do nosso sêmen.
– Pela capacitação dos homens, desde a infância, para as tarefas tidas como "essencialmente femininas".
Reciclagem geral. Queremos aprender corte e costura, culinária, cuidado de crianças, etc.
Em contrapartida, ensinaremos às mulheres: trocar pneu de carro, bujão e fusível; dar porrada, atirar e espantar ladrão; matar barata e rato.
– Pela paternidade responsável e contra a gravidez e os filhos serem utilizados como elementos de chantagem sentimental sobre nós.
– Pelo respeito à intuição masculina.
– Denunciamos a utilização depreciativa das expressões "cacete", "caralho", "pra cacete", "pra caralho". Exigimos que cada um ou cada uma se posicione: cacete/caralho é bom ou não é? Se é bom, respeitem como ao seu pai ou a sua mãe.
– Protestamos contra o fato do nosso órgão do amor ser representado, simbolicamente, por espadas, canhões, porretes, e outros instrumentos de agressão e guerra. Só aceitamos a simbolização a partir de coisas gostosas e sadias: chocolates, biscoitos, bananas, batons, picolés, pirulitos, etc.
– Denunciamos como principais vias condutoras do machismo: as vovozinhas cândidas, as mulherezinhas dondocas, as mãezinhas possessivas e as professoronas assexuadas.
4. EMPURRADINHA FINAL
Considerando que muitos masculinistas trabalham dois expedientes, estudam e frequentam um milhão de reuniões e eventos, sem falar das poligamias possíveis, não iríamos incorrer na atitude fascista de inventar mais uma reunião para a comunidade masculinista. Portanto, o nosso princípio de organização é o seguinte: grupos de um, cada grupo obedece a seu chefe. Assembléias gerais com ego, id e superego. Voto de minerva para ego. Convencidos de que a perfeição não é uma meta e é um mito, procuramos fazer um esforço no sentido de romper com 70% do nosso machismo atual e acrescentar sempre novos itens neste manifesto, aceitando a contribuição crítica e propositiva de todos os masculinistas e outros segmentos sexuais, preservada a nossa opção fundamental pelas mulheres.
Denunciamos os machões enrustidos, que utilizando o discurso masculinista, pretendem apenas dar os anéis para não perder os dedos: recuam em 30% de machismo para manter os 70%. É a Nova República do machismo.
Somos todos oprimidos. E sendo os homens, estatisticamente, minoritários diante das mulheres, isto já nos caracteriza como minoria oprimida. Nós, homens masculinistas, sofremos a pressão dos machões, das feministas sectárias e dos homossexuais autoritários. O que nos caracteriza como a menor minoria oprimida. Requeremos, portanto, o apoio extremo e a solidariedade máxima por parte da sociedade inservil.
12.9.06
Iron Maiden era o nome de um instrumento de tortura muito utilizado na Europa Medieval. Tratava-se de um sarcófago com o formato de corpo de mulher onde as vitimas do Santo Ofício eram trancafiadas para que morressem lentamente de inanição. Numa versão mais cruel, este “estojo de tortura” era completado por fincos de ferro que perfuravam a vítima no momento em que a tampa era fechada. Enquanto no interior do sarcófago o martirizado berrava de dor e desespero , do lado de fora , o carrasco contemplava a suntuosidade desumana e o sorriso frio da Donzela de Ferro. Foram-se os tempos da Inquisição, mas as silhuetas metalúrgicas e os corpos perfeitos assumiram o lugar da Iron Maiden, condenando muitas mulheres a flagelos semelhantes aos medievais.
28.8.06

Foram-se os tempos em que os programas de TV de sábado à tarde eram dedicados aos show's enfadonhos: " Após o comercial os telespectadores poderão assistir como é feito uma lipo” anuncia a apresentadora bonitona. Logo depois, o procedimento cirúrgico é transmitido ao vivo e em cores cruas. Sem edição ou censura de imagens. Já de saída, caberiam aqui milhares de comentários sobre Ética Médica, outros milhares sobre a banalidade e a mediocridade dos programas de TV. Mas o episódio todo merece ser comentado.
" Hoje em dia, graças à cirurgia plástica qualquer mulher pode ficar satisfeita consigo mesma” diz o sorridente doutor, enquanto prepara-se para "dilapidar" uma mulher. Ao mesmo tempo em que realiza a cirurgia, o médico fala à repórter sobre os "benefícios" de se fazer uma plástica para reduzir os "excessos".
Muitíssimo mais impressionante do que as palavras levianas do "doutor", era sua performance: parecia um "toreador", enfiando suas espadas no lombo del toro . A destreza com o bisturi até poderia ser considerado algo sublime, não fosse o exibicionismo macabro. Era de arrepiar quando ele enfiava a agulha cirúrgica (un espetón) nas costas da paciente (vítima), despedaçando e sugando a gordura dela. A apresentadora tentava amenizar o mal-estar e a falta de decoro, defendendo que apresentação de cirurgias plásticas na TV era algo “educativo”.
A paciente uma jovem vítima, magrela e sorridente assistia (junto com milhões de pessoas) a própria carne (inerte e servil) ser esfaqueada em prol do climax do espetáculo. Sempre sorrindo satisfeitíssima, ela também não ficava atrás no quesito exibicionismo, afinal de contas, seu corpo era o centro daquele show e a razão dos pontos altíssimos no IBOPE.
A cirurgia dolorosa e banal termina e a repórter pergunta a paciente se doeu. Com a mesma simpatia alienada ela responde : " Não doeu nada, foi até divertido". Divertido? Realmente, tem muita gente se diverte vendo barbaridade, acha graça, dá boas gargalhadas com bizarrices. Mas fala sério! Numa tourada quem menos se diverte é o touro. Assistindo o próprio lombo ser perfurado pelos espetón del toreador.
Resumindo, eram cenas que extrapolavam os limites do bom senso estético e passava anos luz de qualquer senso ético. Um show sinistro protagonizado por um médico sem decoro, um corpo inerte e submisso, um programa de TV inconseqüente e multidões de e spectadores (voyers), apreciando com seus "olhos canibais" a gastronomia daquelas imagens.
Na TV é assim: a medicina a ciência que discute o limiar entre a vida e a morte é convertida em "entretenimento escatológico”; o corpo feminino é convertido num pedaço de carne a ser consumido pelos olhos antropófagos; e o escrúpulo é convertido em coisa que não existe, quando o assunto é prender atenção do telespecatdor médio com imagens de brutalidade.

27.8.06
EU PERTENÇO A ELE,
ELE PERTENCE AOS HOMENS
Muitas vezes essa frase pode soar estranha ou até mesmo óbvia, tudo depende do nível de consciência que seus olhos possam suportar. O fato de muitas mulheres se reduzirem à suas bundas ou peitos não é muito raro numa sociedade onde as pessoas não são. Elas possuem. Se um homem interessante se mede pelo valor de seu carro (e de seu celular) e uma mulher pelo tanto de sexualidade que transpira, quanto mais perto dos padrões de beleza veiculados nas revistas e novelas mais valor ela vai poder agregar ao veículo de seu namorado. Para muitos, se não ficasse esteticamente estranho, poderiam até se cortar as cabeças femininas, questão de bom senso. Tudo o que não tem utilidade é supérfluo, tudo que é supérfluo é coisa de mulher. Coisa de mulher é gastar o dinheiro que os homens ganham, eles ganham porque pensam. Lógica capitalista. Lógica dos que sabem pensar.
Nos tempos em que o machismo se generaliza e se torna totalizante, os olhos totalizam a consciência das pessoas, o conceito do estético aprisiona os seres humanos e eles não conseguem pensar para além da forma. O desejo manifesto por um automóvel é igual ao que se tem por uma mulher. O tesão que sentimos por uma bunda ou pelo design de uma traseira de carro é praticamente o mesmo. Eles irão servir-te da mesma forma. Irão te valorizar no mercado se forem bonitas e de último modelo. O machismo anula as diferenças entre um automóvel e uma mulher. Entre o corpo e cérebro feminino. Entre as roupas que uma mulher pode comprar e sua capacidade de pensar. Entre um relacionamento amoroso e um financiamento de um bem.
19.8.06

Marielma Sampaio. Filha de uma agricultora do interior do Pará. A mãe entregou a filha a um casal com a promessa de que a menina iria trabalhar e estudar em Belém. No dia 12 de novembro de 2005 foi assassinada. O laudo do IML indicava que Marielma fora vítima de fraturas no crânio, nas costelas. Teve os pulmões perfurados, ruptura do baço e dos rins, sofreu queimaduras, além de seu corpo apresentar marcas de choque elétrico. Os responsáveis pelo crime foram a patroa de Marielma Renata e o patrão Ronivaldo que estuprou a menina antes de matá-la . Essa criança da foto não existe mais, deixou de existir porque era pobre e do sexo feminino. Mas as pancadas dos carrascos, que eliminaram Marielma, não são menos violentas do que a injustiça social desse país que permite que continuem existindo milhares de outras Marielmas . Meninas pobres, que são usadas como mão-de-obra, abusadas sexualmente e jogadas fora como resíduo.
15.8.06
AS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO
Elas dizem pão, justiça, liberdade
7.7.06

No atual estado de coisas em que nos encontramos o feminismo tornou-se uma necessidade. E a construção de uma nova civilização, baseda na parceria entre os sexos é uma urgencia humana. É preciso refundar nossa cultura. Romper com a moral de sociedades baseadas na guerra “heróica” e na dominação de uma pequena elite masculina, governos da força e do medo.

4.7.06
24.5.06
22.5.06

DAS MULHERES
DESEJA E SONHA
TER UM ROSTO
E UM CORPINHO
Anorexia A auto-imagem é uma espécie de "retrato mental" que a pessoa tem dela mesma. A insatisfação com o próprio corpo causada por uma auto-imagem deturpada pode levar a um "distúrbio" de auto-imagem. A pessoa sente-se inadequada, pouco atraente, acha-se incapaz de ser aceita, sente-se constantemente rejeitada e pode partir para a "correção" do que avalia defeituoso em si própria.Uma percepção inadequada do tamanho, proporção do corpo ou de partes, vistas como maiores, mais volumosos ou desproporcionais do que efetivamente são, pode gerar uma insatisfação constantes em mulheres adultas, adolescentes e crianças. Neste sentido, a insatisfação começa sendor vinculada a uma parte do corpo específica (barriga, por exemplo) e no final o todo. Essa percepção pode levar a pessoa a se recriminar. Muitas vezes, em função desta distorção a pessoa evita situações em que tenha de expor o corpo, como piscina, praia, relacionamentos íntimos etc. Há divergências se o transtorno de auto-imagem seria causa ou conseqüência da anorexia nervosa, mas há consenso quanto a seu papel na manutenção e mesmo na perpetuação do quadro, sendo que a pessoa continua se vendo "gorda" mesmo quando patologicamente magra e o emagrecimento não faz cessar a ânsia de perder peso, muito ao contrário. Embora menos comprometida do que na anorexia, a auto-imagem corporal está alterada na bulimia nervosa. A boneca Barbie, por exemplo, presente na vida de 9 em cada 10 meninas, tem proporções que projetadas num corpo adulto revelaria uma anorexia. São essas as proporções que moldaram e que estão moldando a auto-imagem de milhares de meninas.
21.5.06
A GRANDE MENTIRA
Os nazistas acreditavam na propaganda como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos. Alguns alto-oficiais nazistas não tinham dilemas morais em manipular informações que eles mesmos sabiam ser falsas. Os nazistas deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como a Grande Mentira. A "Teoria da Grande Mentira" foi utilizada para explicar como os alemães vieram a acreditar em Adolf Hitler, que afirmava que a Alemanha havia vencido a Primeira Guerra Mundial na linha de frente. A noção de Grande Mentira como ferramenta de propaganda ideológica tem mais frequentemente sido usada para se referir a crença de que uma mentira, repetida com freqüência e berrada alto o suficiente, ignorando todas e quaisquer declarações que desmascaram a mentira, irá com o tempo ser acreditada pelas massas. A técnica da Grande Mentira refere-se a tentativas por propagandistas de usarem uma repetição enfática freqüente de uma mentira como meio para fazer as pessoas acreditarem nela. Isso é com certeza uma técnica de propaganda que os nazistas usaram repetidas vezes. Mas não é de forma alguma exclusividade dos nazistas ou dos sistemas totalitários, visto que podemos observar vários empregos dessa técnica ainda hoje....















