11 de julho de 2011
Elas se tocaram
1 de julho de 2011
17 de junho de 2011
Sua dor vagas faz,
Em oceano por onde não se navega em paz.
Vem de seu tumor,
Exposto aos quatro ventos,
De uma vila de rudes sargentos.
Por sobre epitáfio de nobres raças.
Mancha com teu infortúnio endêmico,
Solo que se fez em dor.
São jovens por onde sangra o coração.
Sofrimentos sem perdão.
Povo a que se roubou o último tostão.
De quem se tira até o chão.
Jovem Palestina.
No desamor que se dá a um cão sem estima!
Judia sobrevivente do holocausto: “Palestinos são vítimas de limpeza étnica” por Israel
Filed Under (Acontece, Internacional, Oriente Médio) by Vera L.Sobrevivente do holocausto judia defende os palestinos.
O nome de Suzanne Weiss encontra-se em uma lista de mais de sete mil judeus classificados pelos sionistas como judeus que se odeiam. São judeus que apóiam os palestinos na sua luta contra a ocupação israelense pela liberdade na Palestina.
Weiss é membro da organização “NOT IN OUR NAME. JEWISH VOICES AGAINST SIONISM” (Não em nosso nome. Vozes judaicas contra o sionismo). Ela escreveu recentemente sobre sua história e de sua família e sobre a sua luta contra as políticas e práticas do Estado e sociedade israelenses.
Ela conta que é sobrevivente do holocausto e que a experiência trágica da sua família e de sua comunidade a deixaram alerta em relação ao sofrimento dos outros povos, inclusive os palestinos.
“Eles são vítimas de limpeza étnica e apartheid. Hitler começou com isso e chegou até o extermínio”, disse.
Na cidade onde sua família morou na Polônia, 99% dos judeus foram mortos. Para ela, as ações de Israel contra os palestinos despertam a memória sobre o destino de sua família nas mãos de Hitler: os muros desumanos, os postos de controle, a humilhação diária, matança, doenças e privação sistêmica.
Segundo Weiss, não há como escapar do fato de que Israel ocupou um país chamado Palestina, roubou as terras dos nativos palestinos, e os palestinos foram expulsos ou vivem atrás dos muros, privados de seus direitos básicos e sua dignidade.
Israel acusa o movimento contra apartheid de ser movimento anti-judaico. Nada mais bizarro que isso.
Quando Nelson Mandela lutou contra o apartheid sul-africano, ele não era anti-branco. A proposta dele é a mesma proposta daqueles que lutam contra o apartheid de Israel: que todos se juntem na luta pela liberdade e igualdade e para libertar o país da opressão racial.
A ONU define o apartheid nos seguintes termos: “atos desumanos cometidos com a intenção de estabelecer e manter dominação de um grupo racial sobre outro, usando a opressão sistêmica”.
O conceito de apartheid foi iniciado nos Estados Unidos, quando os nativos indígenas foram confinados nas pequenas reservas nas terras que lhes foram roubadas.
Os colonos europeus na África do Sul e ainda hoje em Israel, deram ao apartheid seu conceito atual.
Para Weiss, a eliminação do apartheid israelense envolve três medidas simples:
1ª o retorno dos exilados palestinos para as terras das quais foram expulsos;
2º fim da ocupação israelense das terras palestinas;
3º o direito dos palestinos dentro de Israel de igualdade plena, o que significa o fim das leis fundamentais de Israel, que se espelham nas leis racistas de Nuremberg.
Suzanne Weiss destaca que a luta contra o nazismo/sionismo é um exemplo a ser seguido por todos aqueles que lutam contra a opressão em qualquer lugar do mundo.
Ela lembra que seus país eram membros do grupo de resistência na França e que foram mortos pelos nazistas. Ela escapou porque uma família de camponeses franceses a escondeu, correndo grandes riscos.
A lição é que é possível derrotar a opressão e o opressor.
Hitler parecia todo-poderoso, mas foi derrotado quando enfrentou uma aliança de povos e pessoas, de diferentes crenças, religiões e opiniões políticas, determinados a enfrentar a insanidade nazista.
É exatamente isso de que necessitamos hoje: uma aliança ampla contra a opressão e os opressores, inclusive contra a opressão sionista contra os palestinos.
Os mesmos direitos que queremos para os judeus, queremos para a humanidade e inclusive para os palestinos, que Israel oprime em nome dos judeus.
Suzanne Weiss representa a consciência e sabedoria humanas. É uma voz que o mundo deve ouvir, porque é a única opção para um futuro de paz, segurança e liberdade, não apenas no Oriente Médio, mas no mundo.
Abdel Latif Hasan
13 de março de 2011
16 de dezembro de 2010
1 de dezembro de 2010
Viva WikiLeaks!
12 de outubro de 2010
QUANDO OS SERRAS DA VIDA ABREM FOGO
30 de agosto de 2010
Maria Farrar de Bertold Brecht
Maria Farrar, nascida em abril, sem sinais particulares, menor de idade, orfã, raquítica, ao que parece matou um menino da maneira que se segue, sentindo-se sem culpa. Afirma que grávida de dois meses no porão da casa de uma dona tentou abortar com duas injeções dolorosas, diz ela, mas sem resultado. E bebeu pimenta em pó com álcool, mas o efeito foi apenas de purgante. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar. Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Seu ventre inchara, agora a olhos vistos e ela própria, criança, ainda crescia. E lhe veio a tal tonteira no meio do ofício das matinas e suou também de angústia aos pés do altar. Mas conservou em segredo o estado em que se achava até que as dores do parto lhe chegaram. Então, tinha acontecido também a ela, assim feiosa, cair em tentação. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Naquele dia, disse, logo pela manhã, ao lavar as escadas sentiu uma pontada como se fossem alfinetadas na barriga. Mas ainda consegue ocultar sua moléstia e o dia inteirinho, estendendo paninhos, buscava solução. Depois lhe vem à mente que tem que dar à luz e logo sente um aperto no coração. Chegou em casa tarde. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Chamaram-na enquanto ainda dormia. Tinha caído neve e havia que varrê-la, às onze terminou. Um dia bem comprido. Somente à noite pode parir em paz. E deu à luz, pelo que disse, a um filho mas ela não era como as outras mães. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo, dado que no seu quarto o frio era mortal,se arrastou até a privada, e ali, quando não mais se lembra, pariu como pôde quase ao amanhecer. Narra que a esta altura estava transtornadíssima, e meio endurecida e que o garoto, o segurava a custo pois que nevava dentro da latrina. Entre o quarto e a privada o menino prorrompeu em pratos e isso a perturbou de tal maneira, ela disse, que se pôs a socá-lo às cegas, tanto, sem cessar, até o fim da noite. E de manhã o escondeu então no lavatório. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Maria Farrar, nascida em abril, morta no cárcere de Moissen, menina-mãe condenada, quer mostrar a todos o quanto somos frágeis. Vós que parís em leito confortável e chamais bendido vosso ventre inchado, não deveis execrar os fracos e desamparados. Por obséquio, pois, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Bertold Brecht
24 de agosto de 2010
A Autoridade

Somente as meninas recém-nascidas se salvaram do extermínio. Enquanto elas cresciam, os assassinos lhes diziam e repetiam que servir aos homens era seu destino. Elas acreditaram. Também acreditaram suas filhas e as filhas de suas filhas.
Eduardo Galeano.
Diário de Bitita
6 de agosto de 2010
Oração de Lilith
Em pé, de frente ao espelho, relembre os momento em que você sentiu-se obrigada a fazer o que não queria. Descubra a parte do teu corpo onde o recentimento ou a vergonha se instalou. Então, em voz alta, repita frases que negam a opressão: Não quero! Não dou! Não admito! Não deixo! Não faço! Faça movimentos com as mãos, como se estivesse arrancando do seu corpo a lembrança. Quando sentir que basta, acalme sua mente e seu coração. Respire fundo e se olhe no espelho, diga quem você, o que você deseja e merece. Reafirme seu próprio ser!
6 de abril de 2010
O corpo feminino é um campo de batalha...
25 de janeiro de 2010
Violência Contra Mulher
EXISTE A VIOLÊNCIA SIMBÔLICA, QUE TRANSFORMA AS MULHERES EM OBJETOS
E A VIOLÊNCIA FÍSICA

Situações que caracterizam violência contra a mulher:
1. Ameaça
Se alguém, por palavras, gestos ou por escrito, amedrontou você — prometendo fazer um mal injusto e grave —, você foi vítima de um crime de ameaça.
Em outras palavras: se alguém ameaçou causar algum mal a você (como estupro, morte, espancamento etc.), pode denunciar. É muito importante frisar essa informação, porque muitas pessoas acreditam que isso não é crime. Ameaça é crime!
2. Atentado violento ao pudor
Se alguém a obrigou a ter contato íntimo contra sua vontade, sem que tenha ocorrido uma relação sexual completa, você foi vítima de um crime de atentado violento ao pudor.
Essa também é importante destacar: aquele homem que fica se "esfregando" em uma mulher no ônibus lotado (desculpem, gente) é um criminoso!
3. Difamação
Se alguém falou contra sua honra, na presença de uma ou mais pessoas, você foi vítima de um crime de difamação.
4. Estupro
Se alguém a obrigou a ter relações sexuais contra sua vontade, você foi vítima do crime de estupro.
Mesmo que seja seu namorado, amante ou até seu marido: foi contra a sua vontade? É estupro!
Se a vítima for menor de 14 anos ou pessoa com deficiência mental reconhecida, caracteriza-se também o crime de estupro, mesmo que não haja sinais visíveis de violência.
Estupro é caracterizado pela relação sexual forçada, com penetração vaginal ou outros atos, praticados com o uso da força, ameaça ou intimidação.
5. Injúria
Se alguém a ofendeu, mesmo que não tenha sido na frente de outra pessoa, você foi vítima do crime de injúria.
Além disso, se você sofreu agressões físicas sem deixar marcas aparentes ou foi expulsa do lar conjugal, também foi vítima desse crime.
6. Lesão corporal
Se alguém lhe deu socos, bofetões, pontapés ou bateu usando objetos que a machucaram ou prejudicaram sua saúde, você foi vítima do crime de lesão corporal.
Em muitas culturas, a violência contra a mulher é tolerada ou justificada, e normas sociais ainda sugerem que a mulher é a culpada pela violência que sofre, simplesmente por ser mulher.
Essas atitudes podem estar presentes até mesmo entre profissionais da saúde e da segurança pública, o que resulta, muitas vezes, em tratamento inadequado ou desrespeitoso — especialmente em casos de violência sexual — quando a vítima busca atendimento médico e psicológico.
É importante lembrar que os atos de violência contra a mulher são mais frequentes do que se imagina e são passíveis de punição perante a lei.
Mas, infelizmente, nem sempre as mulheres têm coragem de denunciar a violência da qual foram vítimas.
Se ele tivesse nascido mulher

Debatendo as diferenças biológicas, psicológicas e culturais entre o feminino e o masculino, quem nunca teve que ouvir da boca de algum machista, orgulhoso de seu gênero: "Por que você acha que todos os grandes pensadores, gênios e cientistas são homens?"
Em certa altura do debate, as teorias evolucionistas e o darwinismo entram em cena para justificar as desigualdades entre homens e mulheres. Enquanto todos os atributos biológicos favorecem a posição de dominador do homem, os "atributos" biológicos das mulheres apenas reforçam os papéis subalternos.
Realmente, mulheres e homens são diferentes, mas essas diferenças não justificam as desigualdades sociais.
Se Ele Tivesse Nascido Mulher
Jane foi esposa devota e viúva exemplar; e quando os filhos já estavam crescidos, encarregou-se dos próprios pais, doentes, de suas filhas solteironas e de seus netos desamparados. Jane jamais conheceu o prazer de se deixar flutuar em um lago, levada a deriva pelo fio de um papagaio, como costumava fazer Benjamin, apesar da idade. Jane nunca teve tempo de pensar, nem se permitiu duvidar. Benjamin continua sendo um amante fervoroso, mas Jane ignora que o sexo possa produzir outra coisa além de filhos. Benjamin, fundador de uma nação de inventores, é um grande homem de todos os tempos. Jane é uma mulher do seu tempo, igual a quase todas as mulheres de todos os tempos, que cumpriu o seu dever nesta terra e expiou parte de sua culpa na maldição bíblica.
Ela fez o possível para não ficar louca e buscou, em vão, um pouco de silêncio. Seu caso não despertará o interesse dos historiadores.
24 de janeiro de 2010
4 de janeiro de 2007
O desserviço de certas campanhas contra Aids

Ao longo das últimas quatro décadas, campanhas de prevenção ao HIV/AIDS ocuparam um espaço central nas estratégias de saúde pública. Contudo, muitas dessas campanhas, em vez de informar e acolher, acabaram por reproduzir estigmas, alimentar o medo e reforçar preconceitos — fazendo um verdadeiro desserviço à tomada de consciência sobre a doença.
Nas décadas de 1980 e 1990, marcadas pelo desconhecimento e pelo pânico em relação à AIDS, predominava uma abordagem que associava o vírus à morte iminente, à promiscuidade e à marginalidade. Imagens de corpos esqueléticos, seringas, monstros simbólicos ou túmulos tornaram-se ícones da comunicação preventiva. O que se pretendia como alerta, muitas vezes se converteu em terror midiático, criando um ambiente de medo que afastava as pessoas da testagem, do tratamento e, sobretudo, do diálogo franco sobre sexualidade e cuidado.
Campanhas como a campanha de prevenção contra a AIDS da organização francesa AIDES, que representa a pessoa com HIV como um escorpião monstruoso — que envenena as pessoas. Além de desumanizar pessoas soropositivo, tornando-os monstros perigosos, esse tipo de campanha reforça o medo, a repulsa e o estigma e alimenta preconceitos em vez de promover informação.
Associar sexo com terror ou punição, pois a imagem reforça uma visão moralista e punitiva da sexualidade, especialmente da sexualidade masculina (ou possivelmente homoafetiva, dependendo da leitura). Ao transformar o ato sexual em um encontro com uma criatura monstruosa, a campanha usa o medo como ferramenta, o que pode ser contraproducente. O Foco exclusivo no medo, e não na informação, baseadas em terror gráfico tendem a ser menos eficazes do que aquelas que educam com clareza e base científica.
26 de dezembro de 2006
EU ETIQUETA
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
Seja negar a minha
Identidade. eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio.
Ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anuncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
e ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
(Carlos Drummond de Andrade, 1984)
19 de novembro de 2006
Colonizando corpos

Como Foucault costumava dizer: “O poder da sociedade moderna age diretamente sobre os corpos, tornando-os dóceis e disciplinados.” Considerando os “anos dourados” pelos quais passa a domesticidade feminina, é possível afirmar que a preocupação em patrocinar certos estereótipos de mulher é reveladora, pois neles operam mecanismos de controle e autocontrole do comportamento e da sexualidade.
A imagem feminina dócil e disciplinada é uma ferramenta de poder: serve para subjugar ilusões e aspirações, e abonar os valores da cultura hegemônica.
Coitadas das que não ficarão tão lindas quanto Gisele Bündchen, enfiando o dedo na garganta para vomitar; das que se mutilam, se entregam ao definhamento, ou simplesmente usam o mesmo creme que ela usa na propaganda, esperando obter alívio da opressão estética — como se autoestima e amor-próprio viessem em potes plásticos.
Quantas mulheres sonham um dia ser como as top models: desejadas e reverenciadas pelas “cortes” masculinas, e conquistar um lugar no mundo. Mesmo que tornar-se aquilo que os homens mais apreciam signifique preencher o sinistro sarcófago da anorexia, ainda assim, muitas mulheres, cotidianamente, se empenham em satisfazer as fantasias e os ideais machistas.
A princípio, as maiores e melhores oportunidades serão creditadas às belas, às magras, às bem-vestidas e às sedutoras. Isso é tão forte na mente das pessoas que, aparentemente, todas as escolhas e fatos da vida feminina convergem para um aprisionamento nessa “imagem tirânica”.
É o império da Estética da Limitação — e da violência contra o corpo. Da violência que coloniza mentes, corações e territórios.
23 de setembro de 2006
SELF SERVICE

Os homens preferem as loiras,
as pernas, as bundas
as ricas, as putas
as filhas das santas
letradas, peitudas
alunas da puc,
solteiras, taradas
mulheres pudicas
peludas, escravas,
as boas de cama,
mucamas, mineiras,
as freiras da Itália,
escocesas, peladas
meninas de estrada,
as bem mal-amadas,
aquelas que sempre dizem te amo
e mais nada...
licença poética
Lugar de mulher é...

precisa logo de macho;
se é nervosinha a casada
só pode ser mal transada;
viúva cheia de enfado
tem saudade do finado;
puta metida a valente
quer cafetão que a esquente.
Mulher não vive sem homem.
Mulher não vive sem homem.
A prova mais certa disto
é que até as castas freiras
são as esposas... de Cristo.
Tal regra é tão extremista
que não contém exceção:
quem sai dela é feminista,
fria, velha ou sapatão"
E pelas bagagens dos preconceitos adquiridos
que chega-se a tanta conclusão.








































